quinta-feira, 12 de março de 2009

A Folha errou. Sugiro a correção

Otávio Frias Filho, diretor de redação da Folha de S. Paulo, no dia 8 de março último, reiterou o que seu jornal havia dito sobre os professores Comparato e Benevides. Disse ele: “Para se arvorar em tutores do comportamento democrático alheio, falta a esses democratas de fachada mostrar que repudiam, com o mesmo furor inquisitorial, os métodos das ditaduras de esquerda com as quais simpatizam."

Pois não é verdade. Cássio Schubsky, atento leitor do blog de Rodrigo Vianna, achou nos arquivos da Folha uma carta publicada do professor Fábio Comparato com críticas a falta de democracia em Cuba, o que desmente as afirmações. A constatação de que jornalistas e seu próprio diretor de redação não lêem o jornal que fazem é grave. Demonstra claramente que não acreditam em seu produto. É fundamental uma correção, entre tantas que o jornal é obrigado a fazer, motivo de nossa permanente diversão. Sugiro o texto:


Diferente do que foi publicado no dia 8, último, com o título “Folha avalia que errou, mas reitera críticas”, nosso diretor de redação errou ao dizer que o professor Fábio Comparato nunca criticou o regime cubano. Ele o fez, em carta publicada nesta Folha, em 1 de junho de 2004. Mas consultado, nosso diretor reitera o que disse sobre a professora Benevides. Ele acha, desconfia, imagina, que ela nunca tenha criticado uma ditadura de esquerda. Para evitar novo mico, colocamos uma equipe de estagiários para a tarefa de ler os arquivos do jornal e confirmar tal palpite, já que nossa equipe principal está envolvida na labuta em assuntos mais pertinentes ao país, como o de denegrir os movimentos sociais, o atual governo, para elegermos nosso grande patrono, José Serra.

2 comentários:

rafaelfortes disse...

Pois é, o impressionante é que, mesmo se a questão for analisada dentro dos parâmetros horrorosos e indevidos colocados pela Folha, quer dizer, Falha de S. Paulo, ainda assim o jornal mente e erra.

Walmir disse...

Rapaz, ando me despreocupando com os jornalões. Estão ficando cada vez mais distantes do povo, importam cada vez menos para a enormíssima maioria da população, e suas pioríssimas prioridades só interessam a patronos que em dia bre verão que colocam seus ovos em cesto furado.
Enquanto isso cresce em vertigem o número de blogueiros, cria-se um novo pensar desatrelado.
Ainda assim valem uns beliscões no rabo deles.
Paz e bem, mano.
http://walmir.carvalho.zip.net