sexta-feira, 21 de setembro de 2007

Mais sobre educação e elites

Essa eu li na diagonal. Pq, na boa, ler os jornais está ficando cada dia mais irritante. Mas um dos pontos da matéria sobre o projeto de educação de Chávez era a crítica da idéia da padronização do ensino.

Taí. GENIAL. Os alunos das escolas como a Parque, Santo Agostinho, Teresiano, ou qualquer outro que custe mais de R$2.500,00

(aliás, abro este parêntese necessário. Eles agora organizam passeatas com a PUC! Com carros batedores na frente, seguranças ao lado, câmeras High Definition filmando tudo para os documentários que eles irão produzir... já tão novos e tão cansados...)

realmente não podem aprender a mesma coisa que alunos das escolas públicas. Que isso! Absurdo! Já que tô pagando, meus meninos têm que saber mais. Imagina se algum deles luta pela universalização do ensino público, pela democratização da informação, claro que não. Quem quer manter as diferenças, jamais poderia concordar com a idéia de manter um padrão para o ensino.

Aliás, alguns teóricos das teoria das elites, como Michels ou Pareto explicam longamente como e porque quem está no andar de cima assim continua. E mantêm seus filhos lá também. A educação diferenciada está no cerne da questão.

Um comentário:

o moço da bodega™ disse...

Belo post Kelli. Alias, a mesma coisa acontece na saúde. O Chàvez está oferecendo uma rede pública de saúde equivalente ou melhor, a privada.
Imagina se UNIMED lá sobreviveria...