quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Quem vai ouvir o grande Evanildo Bechara?

Ontem estava me preparando para escrever sobre a decisão do TJ do Rio de Janeiro que condenou Daniel Dantas a pagar R$ 100 mil à juíza Márcia Cunha por danos morais. Mas, o tempo curto me fez adiar o post. Escreveria sobre o grande júbilo que sinto pela justiça feita. Márcia Cunha foi barbaramente perseguida. Lembraria do que esse blog falou a respeito, publicando a vergonhosa entrevista feita pela jornalista Janaína Leite, onde a juíza foi acuada por perguntas do interesse de Dantas. A justiça foi feita e as palavras do juiz foram severas:

"salta aos olhos (...) a forma vil, ardilosa e perseguitiva" usada para atacar a juíza e atingir sua "honra, reputação e conceito profissional".

Hoje, li algo no blog do Nassif que me deixou curiosíssimo. Evanildo Bechara, famoso lingüista, autor de inúmeras obras de gramática que freqüentaram nossos estudos, foi consultado para receber R$ 30 mil por um parecer favorável a Dantas, apenas dizendo que a sentença da juíza não era dela, o que recusou. Tal surrealismo já era conhecido, e coube ao “imortal” Antonio Olintho aceitar tal encomenda, aparentemente com um desconto no valor do agrado. O que fica é a minha enorme curiosidade para ouvir as precisas palavras do nosso grande gramático sobre o episódio. Que mídia temos para ouvi-lo?

3 comentários:

Kelly disse...

eu aprendi análise sintática com este homem, em seu livrão que ainda permanece em minha estante. Bom, muito bom saber que além de sábio, é um grande homem.

Thomas Schlemmermeyer disse...

Pois é, a análise sintatica e o Evanildo Bechara e essas coisas, aquilo me interessa!

Ora vejamos esta frase publicada no Blog:

"foi consultado para receber R$ 30 mil por um parecer favorável a Dantas, apenas dizendo que a sentença da juíza não era dela, o que recusou."

O que me intrigou aqui foi a oração iniciada por um gerundio "apenas dizendo que...". Que tipo de oração é essa? Como analisar aqui o gerundio? Evanildo Bechara que o explique!
Mas me parece ser uma oração adjetiva, em substituição de uma frase relativa, caracterizando melhor o substantivo "parecer".

http://por.proz.com/?sp=profile&eid_s=846385&view=profile

http://www.translatorscafe.com/cafe/profile/default.asp?UN=ihering

http://recantodasletras.uol.com.br/autor.php?id=28212

Helder Melo disse...

Bunda canalha tinha mesmo que ir de mercadante.