quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

As contradições de Berlusconi


No blog do Altamiro Borges, boa análise do cinismo de Berlusconi ao ser seletivo em seus pedidos de extradição a quem é acusado de crimes políticos na Itália. Lembra Miro do caso de Delfo Zorzi, ex-líder da seita neofascista “Ordine Nuevo”, acusada de vários atentados, com dezenas de mortos e feridos. Há processo e pedido de extradição, Zorzi vive no Japão há anos, onde é empresário, mas até agora não houve nenhum empenho do governo italiano. Talvez pelos “méritos” do advogado de defesa de Zorzi, Gaetano Pecorella, por acaso um dos advogados pessoais do próprio Berlusconi.

Outra caso lembrado: o seqüestro em Milão do cidadão egípcio Abu Omar, acontecido em 2003. Suspeito de envolvimentos com terrorismo, foi levado para o Egito, onde foi barbaramente torturado. Juízes de Milão pedem, desde 2006, a extradição de 26 agentes da CIA que foram identificados pelo crime. Não há o menor sinal de empenho do governo em fazer valer a severa lei italiana para casos de seqüestro. Como fica a defesa de Mino Carta do “exemplo de democracia” que é a Itália, que permite ações políticas ilegais em seu país e não pune os criminosos?

Mas, contra o Brasil, o Sílvio Santos italiano imagina conseguir sucesso na sua administração midiática, afinal sabe que aqui há uma direita e uma mídia capaz de ajudar a política neofascista italiana.

Berlusconi é o cara no vídeo acima, ironizando os “vôos da morte”, quando a ditadura argentina assassinava opositores, atirando-os de aviões no Rio da Prata.

6 comentários:

José Eduardo R. de Camargo disse...

Essa é a Itália que o senhor Mino "Carpa" (porque vive a mudar suas cores conforme o ambiente!) recusa-se a ver!

O Argonauta disse...

Muito bom post, caro Jurandir! Alterando levemente a célebre frase de Samuel Johnson - "O nacionalismo é o último refúgio dos canalhas" - pode-se dizer que "O discurso pseudo-democrata é o último refúgio dos canalhas". Dizer que a Itália da década de 1970 era uma democracia plena é algo que nem o mais otimista e ingênuo dos liberais ousaria fazer!

Anônimo disse...

Lá, como aqui, para os amigos, tudo. Para os inimigos...

Anônimo disse...

A escória do mundo

Olavo de Carvalho
Diário do Comércio (editorial), 20 de maio de 2008


“Cuanto más alto sube, baja al suelo.” (Frei Luís de León)

Vou resumir aqui umas verdades óbvias e bem provadas, que uma desprezível convenção politicamente correta proíbe como indecentes.

Todo comunista, sem exceção, é cúmplice de genocídio, é um criminoso, um celerado, tanto mais desprovido de consciência moral quanto mais imbuído da ilusão satânica da sua própria santidade.

Nenhum comunista merece consideração, nenhum comunista é pessoa decente, nenhum comunista é digno de crédito.

São todos, junto com os nazistas e os terroristas islâmicos, a escória da espécie humana. Devemos respeitar seu direito à vida e à liberdade, como respeitamos o dos cães e das lagartixas, mas não devemos lhes conceder nada mais que isso. E seu direito à vida cessa no instante em que atentam contra a vida alheia.

Nos anos 60 e 70, a guerrilha brasileira não foi nenhuma epopéia libertária, foi uma extensão local da ditadura cubana que, àquela altura, já tinha fuzilado pelo menos dezessete mil pessoas e mantinha nos cárceres cem mil prisioneiros políticos simultaneamente, número cinqüenta vezes maior que o dos terroristas que passaram pela cadeia durante o nosso regime militar, distribuidos ao longo de duas décadas, nenhum por mais de dois anos – e isto num país de população quinze vezes maior que a de Cuba. Nossos terroristas recebiam dinheiro, armas e orientação do regime mais repressivo e assassino que já houve na América Latina, e ainda tinham o cinismo de apregoar que lutavam pela liberdade.

Agora que estão no poder, enchem-se de verbas públicas e justificam a comedeira alegando que o Estado lhes deve reparações. O dinheiro do Estado é do povo brasileiro e o povo brasileiro não lhes deve nada. Eles é que devem aos filhos e netos daqueles que suas bombas aleijaram e seus tiros mataram.

Perguntem aos cidadãos, nas ruas: “O senhor, a senhora, acham que têm uma dívida a pagar aos terroristas, pelo simples fato de que a violência deles foi vencida pela violência policial? O senhor, a senhora, acham justo que o Estado lhes arranque impostos para enriquecer aqueles que se acham vítimas injustiçadas porque o governo matou trezentos deles enquanto eles só conseguiram, coitadinhos, matar a metade disso?”

Façam uma consulta, façam um plebiscito. A nação inteira responderá com o mais eloqüente NÃO já ouvido no território nacional.

É claro que os crimes que esses bandidos cometeram não justificam nenhuma barbaridade que se tenha feito contra eles na cadeia. Mas justifica que estivessem na cadeia, embora tenham ficado lá menos tempo do que mereciam. E justifica que, surpreendidos em flagrante delito e respondendo à bala, fossem abatidos à bala.

Mas eles não acham isso. Acham que foi um crime intolerável o Estado ter armado uma tocaia para matar o chefe deles, Carlos Marighela, confessadamente responsável por atentados que já tinham feito várias dezenas de vítimas inocentes; mas que, ao contrário, foi um ato de elevadíssima justiça a tocaia que montaram para assassinar diante da mulher e do filho pequeno um oficial americano a quem acusavam, sem a mínima prova até hoje, de “dar aulas de tortura”.

Durante a ditadura, muitos direitistas e conservadores arriscaram vida, bens e reputação para defender comunistas, para abrigá-los em suas casas, para enviá-los ao exterior antes que a polícia os pegasse. Não há, em toda a história do último século, no Brasil ou no mundo, exemplo de comunista que algum dia fizesse o mesmo por um direitista.

Sim, os comunistas são diferentes da humanidade normal. São diferentes porque se acham diferentes. São inferiores porque se acham superiores. São a escória porque se acham, como dizia Che Guevara, “o primeiro escalão da espécie humana”.

Eles têm, no seu próprio entender, o monopólio do direito de matar. Quando espalham bombas em lugares onde elas inevitavelmente atingirão pessoas inocentes, acham que cumprem um dever sagrado. Quando você atira no comunista armado antes que ele o mate, você é um monstro fascista.

Por isso é que acham muito natural receber indenizações em vez de pagá-las às vítimas de seus crimes.

Quem pode esperar um debate político razoável com pessoas de mentalidade tão deformada, tão manifestamente sociopática?

Um comunista honesto, um comunista honrado, um comunista bom, um comunista que por princípio diga a verdade contra o Partido, um comunista que sobreponha aos interesses da sua maldita revolução o direito de seus adversários à vida e à liberdade, um comunista sem ódio insano no coração e ambições megalômanas na cabeça, é uma roda triangular, um elefante com asas, uma pedra que fala, um leão que pia em vez de rugir e só come alface. Não existiu jamais, não existe hoje, não existirá nunca.

Jurandir Paulo disse...

Caro Anônimo, prefiro mil vezes o professor Hariovaldo do que essa caricatura fascista chamada Olavo de Carvalho. Sugiro sua leitura:

http://hariprado.wordpress.com/

Anônimo disse...

CESARE BATTISTI

Sentir as Injustiças do mundo, solidarizar e ter amor.
Estar junto no mais profundo, com o irmão sofredor.
Por todo lado poder impingido, pra o humano explorar.
Battisti é o Che Redivivo, não vamos deixar Crucificar.

Por tanta terra Ditadura, exploração vil oportunismo.
Opressão imunda é dura, desumanos do Nazifascismo.
Colonialismo dolorido, o humano tem de se libertar.
Battisti é o Che Redivivo, não vamos deixar Crucificar.

Temos vivo na Memória, Escravismo e a exploração.
O Ser Humano nesta História, ainda não se fez irmão.
O desfrutar foi proibido, todas necessidades a passar.
Battisti é o Che Redivivo, não vamos deixar Crucificar.

Por todo lado enganação, a África esta apunhalada.
Os Latinos fazem União, pra haver a melhora esperada.
Cada irmão é comprometido, a família esta em todo lugar.
Battisti é o Che Redivivo, não vamos deixar Crucificar.

O Humano nesta História, é pra tornar o mundo irmão.
É pra na luta da trajetória, cada humano se dar a mão.
Defender o Cristo Perseguido, é não deixar criminalizar.
Battisti é o Che Redivivo, não vamos deixar Crucificar.

Solidariedade na necessidade, pra haver a Libertação.
É uma só a humanidade, cada humano é irmão cidadão.
Quando o humano é oprimido, é pra humanidade chorar.
Battisti é o Che Redivivo, não vamos deixar Crucificar.

Não pode a História confundir, na notícia da enganação.
Todo povo tem de se redimir, e não fazer a dominação.
Bem é fruto pra ser repartido, pra miséria não imperar.
Battisti é o Che Redivivo, não vamos deixar Crucificar.

Por todos temos de sentir, como Cristo e o Che nos falou.
Comunhão é o repartir, é o abandono que se superou.
É por amor estar unido, é com a humanidade comungar.
Battisti é o Che Redivivo, não vamos deixar Crucificar.

Por todo o mundo desigualdade, e o mais fraco sofrendo.
Cadê toda nossa irmandade, diante do Cristo padecendo.
Ao sofrer olhar e ouvido, não vamos a ninguém ignorar.
Battisti é o Che Redivivo, não vamos deixar Crucificar.

Há muita conversa fiada, muita falsidade e enganação.
Cada Hora é hora sagrada, no alívio de cada um irmão,
Por todo lado no escondido, o oprimido no sacrificar.
Battisti é o Che Redivivo, não vamos deixar Crucificar.

Da Mídia ocultação e pilhéria, a África é a realidade.
Queremos mundo sem miséria, de amor e dignidade.
Diante do mundo vendido, todos temos de nos revoltar.
Battisti é o Che Redivivo, não vamos deixar Crucificar.

Azuir e Turmas: do Social da Unicamp, Amigos de Rocha Miranda,
Rio RJ e de Amigos de Mosqueiro, Belém , PA