quarta-feira, 26 de março de 2008

Edson Luiz, presente!


Dia 28 de março, sexta-feira, ao meio dia, na Candelária, os estudantes cariocas têm um encontro com o passado e o seu presente. É a data da morte de Edson Luiz, o estudante assassinado pela ditadura militar na mesma data, em 1968, no restaurante Calabouço, palco da resistência estudantil.

Tomei conhecimento lendo a Agência Petroleira de Notícias, ótimo site da mídia alternativa, que descobri agora, e que já faz parte de minhas leituras diárias.

Eu, como ex-estudante carioca, que lutou contra a ditadura, presto aqui todas as homenagens ao fato histórico e dou meu apoio a esta nova geração, que tem o compromisso de honrar com seu passado.

terça-feira, 25 de março de 2008

Miriam, A Suína, desta vez se superou

Na "defesa" da Vale..

O Globo já virou assessoria da mineradora faz tempo, mas assim já está ficando ridículo...

segunda-feira, 24 de março de 2008

PHA e a fábrica de salsichas


Matutava com chopinhos na véspera do feriadão o que dizer sobre a trama da demissão do nosso PHA, quando ouvi este diálogo na mesa ao lado. Pronto, era tudo o que eu queria:

− E afinal, quem demitiu o Paulo Henrique Amorim?

− Ele diz que foi o Citibank. Mas há outras versões.

− Quais?

− Bom, todos concordam que o motivo foram as críticas no Conversa Afiada à criação da BrOi, a mega telefônica que surgiria da fusão da Oi com a Brasil Telecom. Certamente ele estava incomodando o negócio. Uns dizem que foram os tucanos da Oi, estes que foi o governo, via os fundos de pensão, na Brasil Telecom, dona do IG. O Citi? Se, não estava sozinho. Ainda ninguém sabe, apenas existem palpites. Palpite por palpite eu tenho os meus.

− O IG disse que foi reestruturação do negócio, ele não tinha audiência. Cascata, né? O cara lidera o Prêmio IBest, do próprio IG.

− A forma da demissão diz muito sobre o autor. Ele foi demitido com raiva, para ficar apagado. Quiseram sua morte e a ocultação do cadáver. Algo ingenuamente estúpido, resultado da forma passional da decisão. Dos possíveis suspeitos, quem poderia ter tanta ira?

− Certamente não os fundos de pensão.

− Óbvio. Estes até poderiam ter acatado a demissão, mas não agiriam com aquela cólera boçal.

− Mas o que esta raiva diz?

− A demissão do PHA foi executada pela diretoria do IG, que pertence a Brt, comandada pelo Caio Túlio Costa, ex-ombudsman da Folha, tucano de carteirinha. A raiva tem a assinatura do pássaro bicudo.

− E os fundos se omitiram ou votaram pela cabeça do PHA?

− Pode ser uma versão, eles querem muito fechar o negócio. Você vê alguma reação deles contra a demissão? Os caras são mais de 40% da Brt.

− E o negócio é bom mesmo pra eles e pro governo, tal como o PIG diz?

− Talvez, se não forem mais uma vez engabelados. O que parece mesmo é que a idéia da nova empresa foi bem vendida. Imagino que usaram uma boa apresentação em PowerPoint, mostrando que os espanhóis e os mexicanos vão tomar conta da telefonia brasileira. Seriam todos devorados pela concorrência internacional em xis tempo. Imagine gráficos bem montados, cheios de dados, aquelas animações bregas, com a assinatura de uma consultoria de grife...

− Imagino, faz sempre sucesso. Não faz sentido então a versão do PHA que foi o Citi?

− Até faz, mas explica pouco. O Citi está doido para passar a mão na grana e sair do jogo. O banco está na frente da fila para ser o próximo a cair no precipício da crise americana. O FED já tirou o corpo fora, enquanto os caras fazem um papelão em mendigar dinheiro pelo mundo afora. Já pegaram de chineses e árabes. Mas a coisa tá braba. A ajuda do BNDES aqui é tudo o que eles estão querendo, e com urgência.

− Do BNDES?! Limpinho?

− Não diretamente. O BNDES daria a grana do investimento da Oi na nova empresa, que compraria a parte do Citi na Brasil Telecom. O PHA vinha martelando isso, realmente é insólito...

− ... um banco de um governo dito de esquerda salvar um banco americano da falência, o que nem o tal FED vem fazendo...

− Esse é o ponto. O PHA está certíssimo em bater, inclusive no BNDES, seu presidente, que tem uma visão de fomentar uma “burguesia progressista” brasileira, como método de avançarmos em “nosso grande projeto de transformação social”. É até bonito, bem desenvolvimentista, mas aí vem o PHA e lembra sobre o caso da Ambev, que criaram com a conversa de ser uma grande empresa brasileira, rios de impostos previstos, blá blá blá e a Ambev vira belga (!!!)

− Então, o que atrasa a criação da BrOi?

− Imagina tentarem acertar todos os interesses, mudar a lei, com o Daniel Dantas na brincadeira, tentando costurar todos os seus objetivos...

− Cara, sempre ele.

− Ele tem participação pequena na Oi e na Brt, mas isso pouco significa, é assim que ele manobra. Na fusão sai o Citi do tabuleiro, um inimigo hoje do seu Opportunity. Conseqüência direta: cresce o terreno para o baiano no negócio. E sabe-se lá mais o quê ele vai abocanhar. O sujeito é o rei dos contratos de gaveta, talvez tenha acertos com o Sérgio Andrade, da Oi, sócio dele em outras empresas, ou mesmo com o Carlos Jereissati, o outro sócio...

− É o irmão do Tasso, presidente do PSDB?

− Ele mesmo. Já se desentenderam seriamente no passado. Há uma história conhecida, da formação dos consórcios para a privatização. Dantas reunido com consorciados, entra na sala de reuniões o Carlos Jereissati, na época apenas dono do grupo Lafonte. Cheio de moral, disse que tinha ordens do PSDB para entrar no negócio. Todos se olharam, alguém perguntou: “Ordens de quem exatamente, cara-pálida?”. Do meu irmão, o Tasso. Ligaram na hora para o ex-governador do Ceará, que negou a informação. Maior clima, saiu o Carlos Jereissati batendo as portas.

− Caraca! Esses caras derrubam até irmão. Ficaram inimigos fervorosos, aposto...

− Nada. Já tiveram negócios juntos depois. O Dantas não tem amigos nem inimigos, para ele todos são jogadores, como ele. E o pior é que muitos querem jogar ao seu lado. Claro, ele joga bem.

− Até o Citi que processa ele em NY, que querem seus US$ 300 milhões?

− Claro, os caras foram roubados, mas estes processos não dizem muita coisa. Os interesses na BrOi transformam tudo em moeda. Ele também processa o Citi, mesmo que de forma fajuta, com documentos fraudados. O Citi pega sua grana, sai do jogo e todas as pendengas com o Dantas ficam zeradas. O mesmo que os fundos de pensão, outros que também foram seriamente lesados pelo Dantas, cobram uma nota em 14 processos na justiça. Certamente isso tudo está na mesa, são cartas no tabuleiro.

− Afinal, como dizem por aí, será que ele é um gênio?

− Há quem diga, mas ele é um louco. Não dá para confiar num sujeito que começa a trabalhar às 7h, não almoça, mal come umas saladinhas no escritório, onde fica grudado ao telefone e enfurnado em reuniões com advogados até às 10h da noite, quando volta pra casa, sozinho, e nem janta a mulher, que mora fora do país. Não tem amigos, vida social, não confia em seus funcionários, só nos membros de sua família. Devia ser internado. Você leu a reportagem da Piauí?

− Contaram que ele negou provar um vinho de boa safra. Disse que não entendia de vinhos e desejava continuar assim, já que podia provar e gostar. Mas não entendo. Ele ganhou um bom dinheiro sabendo do Plano Collor, arrumou muito mais nas privatizações, dando golpes em meio mundo, o que faz com o dinheiro que ganha?

− Nada. Ele não trabalha pelas benesses do capital. Seu negócio é o jogo. Seu vício. Imagina viver o tempo todo em um grande game de monopólio. O que o motiva é a endorfina que o jogo libera. Isso é um perigo. Lidamos com um legítimo player, palavrinha que a nova gestão capitalista adora, no caso dele é perfeito.

− Putz, ele é do mal...

− Ele, só? Qual é? É assim que funcionam os grandes negócios, nesse nosso tosco capitalismo e nos outros. Ele é cria deste mundo de altíssimas piranhagens. E quem paga é o governador de NY que acertou uma parada com cafetina brasileira. Se fosse com um baiano proxeneta em negócios escusos, estava limpo... é hilário...

− Hahaha... Mas então foi o Daniel Dantas que demitiu o PHA?

− Cara, no mínimo tem um dedo dele nesta sacanagem. Tudo o que estou te dizendo aqui é o que PHA escrevia sobre a BrOi, e quase nada saiu na grande imprensa. É assunto melhor e mais relevante do que as baboseiras que a Míriam Leitão escreve. Mas... é a ditadura do PIG, um dos partidos das elites, que temem abrir as cortinas e mostrar como fabricam suas salsichas, ninguém comeria.

− É, bota piranhagem nisso...

domingo, 23 de março de 2008

Daniel, Daniels

Assistindo Sangue Negro, vi na ganância, na falta de medidas, no testempero, no egoísmo, na falta de ética, na crueldade, na sede de jogar do personagem Daniel Plainview, semelhanças inquestionáveis com o nosso homem de negócios Daniel Dantas.

But. Não acredito em idiossincrasias.

sábado, 22 de março de 2008

Sobre descontinuidades


Não entendeu? Clique aqui.

Permanência no IBest e outros passos

Este blog não concorre ao IBest, fiz selo contra o prêmio, mas agora, de cabeça fria e pensando politicamente, acho que os sites de esquerda que concorrem devem continuar. Até mesmo para mostrar as contradições do IG, como a do Conversa Afiada liderar em sua categoria, enquanto foi justificado que ele não dava audiência. Ou mesmo para impedir que notórios blogs de direita tenham algum motivo para comemorar. Mas continuo não dando valor ao prêmio. Não gosto da concorrência entre blogs alternativos à grande mídia. O que desejo mesmo, e gostaria de estar presente, é na criação de um grande movimento destes blogs, talvez apontados em um grande portal, com ações unitárias que ajudem a ampliar a nossa voz. Não tenho idéias prontas, mas estou disponível para trabalhar por este projeto. Quem assim também desejar, pode contar com nosso empenho.

quarta-feira, 19 de março de 2008

Um dia de cão


Não entendeu? Leia a versão oficial. Ou melhor, o ótimo comentário de Lagartixa no mesmo lugar:

Falta um pouco de contexto nessa história. Vamos lá... Caio Tulio Costa é diretor do IG. Caio Tulio Costa é tucano. Caio Tulio Costa é amigo do Serra e não perdoa PH Amorim por bater no Serra todo dia, usando o Portal que ele, Caio Tulio, dirige. Mas, Caio Túlio não é o dono da grana. E, aí, chegamos ao ponto principal: o IG pertence à Brasil Telecom. A Brasil Telecom deve ser vendida à OI - operação incentivada, dizem, pelo Governo Federal. Da União da OI com Brasil Telecom surgiria uma grande companhiabrasileira. Mas, detalhe: quem é um dos donos da OI? Jereissati (irmao do Tasso). Ou seja: os tucanos passariam a ser donos da Brasil Telecom e, por extensao, do proprio IG. Claro que, na negociação, devem ter colocado na mesa: antes de fechar negocio, tirem o PH Amorim de lá!! O PH entrou como troco na negociação. Brasil Telecom tira o cara, e assim pode pedir umas dez milhas a mais! Sao negocios. É didatico: nao existe jornalismo independente. Manda o dono do negocio! Sempre. O que há sao algumas frestas, por onde os jornalistas que pensam tentam mabdar seu recao. Mas a fresta está sempre prestes a ser fechada pelo patrao! PH sai dessa muito maior E o Caio Tulio se iguala a Ali Kamel. Caio Tulio agora faz jus ao apelido que o Paulo Francis uma vez lhe sapecou - "cara de lagartixa". Eles que se danem. PH Amorim estará mais livre agora, pra cumprir um papel importante de critica e vigilancia.

Pois é, se tem tucano na treta, por que não podemos ter lagartixa...?

E foi um dia de cão. Com notícias desencontradas, o dia todo com o blog do Nassif fora do ar. Até agora. E por falar nele, enfim sabemos sobre o processo que a Veja move contra Nassif. A acusação está a cargo do advogado Darcy Arruda Miranda Júnior, formado em letras e filosofia, que à luz de seus conhecimentos diz nos autos:

“O jornalista, no seu sacerdócio, deve ser sereno como um juiz, honesto como um confessor, verdadeiro como um justo.”

Nada mais perfeito para o grupo de Veja. Enxergo a mais plácida serenidade em Reinaldo, a mais clara honestidade em Mainardi, a total verdade em Sabino...

...

Atualizando:

O Paulo Henrique Amorim já está com endereço novo funcionado:

http://www.paulohenriqueamorim.com.br/

O Nassif, depois de problemas técnicos (pô, vamos mandar a conta do cardiologista para esse analista de sistemas!), já está funcionado. Mas, ainda com problemas no endereço antigo. Sugere sabiamente atualizarmos para o:

http://www.luisnassif.com.br

Mais 1: Mino carta se despede do IG, em solidariedade a PHA.

Mais 2: O Rovai publica uma informação que ajuda a entender melhor a demissão de PHA: a Abril está hospedando suas revistas no IG.

Mais 3: Azenha e Rovai já estão caindo fora do Prêmio Ibest. Se vai ter campanha, já temos um selo:



A semana ainda promete...

terça-feira, 18 de março de 2008

Para alimentar

Encontre aqui a Revista Veja.

Michael Moore e a militância

Fui ver Sicko, do Michael Moore. Há pouco revi Roger and Me, e Fahrenheit, para digamos, fechar um ciclo de pensamento. Vejo, entre os filmes, melhoras técnicas, de roteiro e edição sensíveis. Os filmes são cada vez melhores.
Mas uma coisa não muda entre eles. A tomada de posição. Michael Moore toma uma posição, é militante e mostra este olhar, fatos, dados inquestionáveis e verdades muito mais inconvenientes que muitos documentaristas por aí tentam mostrar.
A visão da cidade de Flint pós fechamento da GM na década de 80 é um choque. As caras dos Bush são patéticas. As famílias destroçadas pela guerra, pelo desemprego e pelo sistema de saúde americano que ele imprime na tela são sim, chocantes, e mais chocantes por serem reais.

Mas... aí vem o ponto, já que não sou e nem pretendo ser crítica de cinema.

O que os detratores de Michael Moore usam contra ele? Nada contra os dados. Nada falam sobre os fatos. Falam de manipulação.
E apontam a postura militante do diretor como indício inquestionável para desmerecer suas obras.
Ora, ora, ora. Primeiro: existe neutralidade, ó ceus? Os filmões de Hollywood não trazem nenhuma visão de mundo? Hein?

Tá, não sou ingênua, então entendo o porquê dessa "naturalização" da posição de direita. Esta seria a posição a ser tomada, sempre, mesmo que com o discurso da neutralidade... ora, ser neutro é ser a favor. Não tentem me convencer do contrário.

E agora mais esta. Ser militante, por si só, é considerado um defeito. E pior, olhem ao seu redor. Percebam o desprezo mal disfarçado destinado aos que fazem discursos, ou ficam indignados (ai, que brega, que coisa mais antiga isso). São considerados desagradáveis. Não é de bom tom ou boa educação questionar.

Passou a ser o discurso (até de jovens, aqueles que outrora eram a maioria dos militantes) acusar de velhice os que militam.

E nada, mas nada é considerado mais pejorativo do que ser velho na nossa saudável, justa e belíssima sociedade (ironia incluída aqui, por favor).

segunda-feira, 17 de março de 2008

Xenofobia fascista nos EUA


Com a crise americana algumas conseqüências já são esperadas, entre elas o aumento da xenofobia fascista contra os imigrantes nos EUA. Uma prova disso é a atuação de grupos organizados que atuam contra a imigração ilegal, como o CCFILE, de dois irmãos em Boston, Jim e Joe Rizoli, que têm programas semanais na TV. É impressionante a linguagem xenófoba. No vídeo acima, cena de rua com brasileiros que comemoravam vitória da seleção brasileira na última Copa. A frase “nós perdemos o controle da cidade, temos que retomá-la” é usada nos créditos finais.

Quem é Fernando Globeira?



Depois de um longo e estável matrimônio, o PSDB concorre às prefeituras de várias capitais sem ter o DEM como seu fiel consorte. O projeto atual é vender sua imagem de centro-esquerda, desgastada ao longo dos anos de casamento. No Rio de Janeiro, seu nome é Fernando Gabeira. Um mito da esquerda, mais pelo passado do que pela prática política recente, onde sempre esteve afinado à nata do conservadorismo político. Para esta empreitada, as organizações Globo já reservam sua melhor munição, tendo lhe dado nos últimos dias vasto espaço na TV e no seu jornal.

Mas há motivos para existir um mito sobre este passado? Uma coisa é certa, Gabeira sempre foi excelente homem de mídia. Soube como poucos aproveitar os holofotes que lhe iluminaram na volta do exílio. E criou sobre si a imagem e uma história que o bem vende, porém contestada por antigos companheiros.

Esta outra versão de Gabeira está registrada no excelente documentário “Hércules 56”, de Silvio da-Rin, de 2006, onde 5 membros das duas organizações responsáveis pelo seqüestro do embaixador americano, Charles Elbrick, rememoram aquela ação. Suas falas são misturadas aos depoimentos de vários dos 15 presos políticos que foram trocados pelo embaixador, incluindo documentos de época, como a chegada do avião Hércules 56 ao México, onde um batalhão de repórteres de todo o planeta os esperavam. O resultado é brilhante.

Mas ao final fica uma pergunta, e o Gabeira? Ela só é respondida nos extras do DVD, em um pequeno documentário sobre várias apresentações do filme seguidas de debates, com a presença de alguns protagonistas. À pergunta feita, o diretor justifica que foi escolha sua, baseado na real importância de Fernando Gabeira no episódio, o que é confirmado por outros ex-guerrilheiros presentes, que estranharam o que foi relatado em “O que é isso, companheiro?”, o horrendo filme de Bruno Barreto, baseado no livro do jornalista-deputado, que a mídia sempre louvou a importância.

domingo, 16 de março de 2008

Mais selos

Mais quatro idéias para o selinho contra a Veja, feitas com meus conhecimentos avançados de PaintBrush, proposta do Idelber lá no Biscoito Fino.

A idéia da frase é sugestão dos comentários de lá. Há uma comunidade do Orkut com este slogan. Fiz apenas uma pequena adaptação gráfica.


Outra boa idéia dos comentários.


Idéia minha de slogan.


Outra idéia. Confesso que por enquanto é a que mais gosto. Remete à campanha contra as drogas.

Apareçam por lá, contribuam e comentem.

sábado, 15 de março de 2008

Selo para campanha contra a Veja



O Idelber, do O Biscoito Fino e a Massa, está organizando sugestões para um selo de campanha. Essa é minha idéia de pronto. Bem minimalista. Quem sabe penso em mais outras? O que vocês recomendam?

sexta-feira, 14 de março de 2008

E também não era por causa da Al Qaeda...

Estudo do Pentágono admite que não existiam laços entre Saddam Hussein e a Al Qaeda, motivo que o governo americano justificou para a invasão do Iraque. Disse a AFP ontem, mas nossos jornalões não se interessaram ou estavam distraídos. O estudo foi distribuído com discrição pelos militares, sem referências em seu site na Internet.

Só uma pergunta: se mataram aquela gente toda, não por existência de armas químicas, não pela ligação do governo com a Al Qaeda, foi por qual motivo? Mas acho que essa pergunta a nossa mídia não vai fazer.

Diálogo da América louca



− Estou bolado com a quebra do Carlyle Capital. Tem a maior cara de escândalo da Enron, alguns personagens são os mesmos...

− Quem?

− Pô, a família Bush. Ken Lay, fundador da Enron, foi o principal financiador das campanhas políticas de Bush. Amigão do peito. Os negócios eram estreitos com a Casa Branca. O congresso americano tentou cobrar, falaram grosso, a mídia saiu de fininho. Eles tinham foco nos investimentos em energia, expertise dos Bush e bando, ficavam no Texas, as ligações são grandes...

− Ah...tá, e o Carlyle Capital?

− Faz parte do Carlyle Group, empresa com negócios diversificados. Até há pouco, Bush pai era um de seus diretores. Você viu o Fahrenheit do Michael Moore? Ele mostra isso...

− Ah, mas o Michael Moore...

− Nem vem, é notório. Uma das empresas do grupo é a United Defence, uma das maiores empresas mundiais da indústria armamentista, donos dos tanques Bradley, canhão Crusader entre outras traquitanas mortíferas que fizeram a festa em Bagdá.

− Não vejo nada de errado...

− Cacete! Sabe quem eram diretores, sócios? A família Bin Laden. Pensa só: um membro da família, dizem, faz um atentado. Em reação, uma guerra. Os negócios da família prosperam intensamente. E não fica só. Qual o grande negócio original dos Bin Laden, que fez a fortuna de seu falecido pai?

− Sei lá.

− Indústria de construção. Na reconstrução do Iraque quem estava junto com a Halliburton do vice-presidente Dick Cheney? Os Bin Laden. Quer dizer, os caras, todos eles, estão envolvidos com destruição e reconstrução, apropriação de recursos de outros, petróleo, quebra de empresas, mamatas. A lista é grande.

− Você é um exagerado e crédulo em teorias conspiratórias. Eles são homens de negócios que sabem enxergar oportunidades.

− Pomba, eles ferraram com um montão de pessoas, tem armação em tudo, picaretagem braba, e o Bush vai terminar seu segundo mandato, talvez reelegendo o candidato do seu partido. Enquanto isso, o governador de NY perde o cargo, talvez a licença de advogado por uma ferradinha em garota de programa...

− Ah, mas aí já é diferente... Por falar nisso, você viu a moça? Hummm...

− ...