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sexta-feira, 1 de outubro de 2010

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Os “éticos”, as contas e a transparência


Duas velhas notícias para reflexão:

Folha Online
16 de fevereiro de 2009

Levantamento realizado pela ONG (organização não-governamental) Transparência Brasil mostra que 85 parlamentares que disputaram as eleições de 2008 mentiram à Justiça Eleitoral sobre a declaração de bens. Segundo o estudo, eles doaram às suas campanhas eleitorais mais do que declararam ter.



Agencia Estado
16 de março de 2009

SÃO PAULO - Despesas sigilosas com cartões corporativos da Presidência da República somaram R$ 2,1 milhões em janeiro, o equivalente a 42% de todos os recursos desembolsados pelo órgão durante o ano passado inteiro (R$ 4,9 milhões), mostra levantamento feito pelo site Contas Abertas, com informações da Controladoria-Geral da União (CGU). A relação é ainda mais alarmante quando se constata que os gastos sigilosos cresceram 116% na comparação de janeiro com todo o primeiro trimestre do ano passado (R$ 971,5 mil).


Durante um bom tempo, os principais jornais do país usaram informações da ONG Transparência Brasil e do site Contas Abertas para notícias deste tipo. Como ficará agora quando um dos fundadores do Transparência Brasil, Fernando Antunes, e um dos fundadores do Contas Abertas, Augusto Carvalho, são acusados de receberem propinas de empresários na Secretaria de Saúde do DF? Antunes é subsecretário de Saúde e presidente do PPS-DF, Carvalho é o secretário e também dirigente do PPS em Brasília.

O empresário José Celso Gontijo, dono da empresa Call Tecnologia, que prestava serviços à Secretaria de Saúde do DF, aparece em vídeo pagando parte dos R$ 60 mil mensais à dupla. Em outra gravação, a empresária Nerci Bussamra, diretora da Uni Repro Serviços Tecnológicos Ltda, também prestadora de serviços à Secretaria, aparece com uma caixa de sapatos com maços de notas de R$ 100. Afirma que Fernando Antunes achacou a empresa por meio de uma auditoria nos contratos e pediu dinheiro para ser enviado a São Paulo para ajudar o presidente do PPS, o ex-deputado Roberto Freire.

Ao que parece, as contas do PPS eram mais do que abertas às “colaborações”. Um diálogo entre Durval Barbosa e José Roberto Arruda, no inquérito, mostra o tamanho do apetite da legenda da “ética”: “Você tem de pegar o Antunes e dar uma freada”, afirma Barbosa. “Também acho”, responde o governador. “O Augusto e o Antunes tomaram muito dinheiro dela [a empresária Nerci]”, conclui Barbosa, com máxima transparência.

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

A malcheirosa criatividade de nossos publicitários


Achei uma grande grosseria a propaganda do papel higiênico Neve. Estou obrando para quem achar que é falta de humor com a “brincadeirinha” criada pela agência DPZ. Há limites éticos que deveriam ser respeitados. Foi de muito mau gosto com a ministra. Já fez a festa em alguns cantões do esgoto pela internet. Amanhã os jornais fedorentos exalarão sua malícia para divulgar a “criatividade” de nossos publicitários.

E o mais contraditório é que a empresa multinacional Kimberly-Clark tem um código de conduta que afirma com rigor seus compromissos éticos, como bem lembrou o blog do Brizola Neto. Diz Thomas J. Falk, CEO da empresa, na apresentação:

"A boa reputação é um bem valioso. No mundo conectado no qual trabalhamos hoje em dia, as ações de uma companhia – e as ações de seus colaboradores – são muito mais expostas do que em qualquer outro período da história. Mais do que nunca somos responsáveis por nossas ações.”


Mas parece que a empresa já andou desrespeitando seu código de conduta anteriormente, com reação. E convenhamos, se é para falar sobre papel higiênico, o José Serra tem uma experiência muito mais notória com o produto.