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quinta-feira, 9 de abril de 2009

E mais uma farsa vai para o ralo

Quem viu o depoimento de delegado Protógenes Queiroz na CPI dos Grampos, tem elementos hoje para entender como parte do parlamento é fraco, despreparado, servil ao poder econômico e como nossa mídia é venal. Leiam os jornalões, se tiverem paciência. Ali está a derrota. Esperavam elementos para uma boa manchete. Nada. Repetem burocraticamente as mesmas desqualificações ao delegado que ousou prender um banqueiro. Nada contam das trapalhadas de presidente da CPI, sua tentativa aparvalhada de exibir uma apresentação em power point para desqualificar o depoente. Acabou sendo acusado em público de receber doações de campanha do banqueiro Daniel Dantas, um dos investigados pela própria CPI. Que moral tem uma CPI onde seu presidente está enredado em interesses de um condenado por diversos crimes, assunto da própria comissão?

Para as perguntas maliciosas de Marcelo Itagiba, foram significativas as recusas de Protógenes nas respostas, repetindo mecanicamente que o objetivo da CPI era investigar interceptação clandestina de grampos. Ficou clara a pauta dos interesses da CPI, seu desvio dos objetivos. Não faltaram respostas depois, frustrando a mídia que poderia dizer que o delegado calou-se por culpa. Para uma pergunta do relator, sobre evidências de escuta clandestina, o delegado fez longa exposição sobre as origens da Satiaghara, na Operação Chacal, onde Daniel Dantas foi acusado, com provas abundantes, de fazer espionagem. Para outra, contou que teve acesso aos documentos da investigação em que Gilmar Mendes acusa ter sido grampeado. Segundo ele, o documento nada explica sobre grampos, mas o nome Protógenes Queiroz é citado inúmeras vezes. Farsa!

Não estou do lado da claque do delegado, ontem presente, que o quer como uma nova liderança política no país. Mas em nenhum momento estarei ao lado de seus detratores. O delegado cumpriu com seu dever na operação. Ontem foi brilhante. Desnudou a farsa montada. Cabe agora a sociedade varrer para longe a escória, comprometida com um banqueiro corrupto.

sexta-feira, 20 de março de 2009

Prender banqueiro é crime, torturar doméstica não

Do site da Carta Capital, matéria de Leandro Fortes:

A máquina de moer reputações acionada dentro da Polícia Federal para punir o delegado Protógenes Queiroz tem funções seletivas. Desde a prisão do banqueiro Daniel Dantas, em julho de 2008, a cúpula da PF dedica-se integralmente a tentar indiciar criminalmente Queiroz, acusado de vazamentos e práticas ilegais durante a Operação Satiagraha. Mas nem todo mundo recebe o mesmo tratamento. A Corregedoria-Geral da PF, órgão responsável por investigar os crimes cometidos por policiais federais, arquivou, sem publicidade nem vazamentos, em 29 de janeiro, um processo de tortura supostamente praticada por ninguém menos que o delegado Luiz Fernando Corrêa, diretor-geral da instituição.

Corrêa foi acusado de deter ilegalmente e torturar, à base de chutes, pauladas, socos e eletrochoques, a empregada doméstica Ivone da Cruz, em 21 de março de 2001, nas dependências da Superintendência da Polícia Federal no Rio Grande do Sul, em Porto Alegre. Ivone, então com 39 anos, trabalhava na casa de uma mulher identificada apenas como Ocacilda, também conhecida pelo apelido de “Vó Chininha”, avó da mulher do delegado, Rejane Bergonsi. Presente durante um assalto à casa da patroa, Ivone acabou apontada como suspeita de cumplicidade com os criminosos, embora nenhuma prova ou evidência tenha sido levantada contra ela até hoje. Corrêa era, então, chefe da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE) da PF em terras gaúchas.

Leia o resto no site da Carta Capital

Cheiro de golpe

E continua o trabalho da mídia em destruir a Satiagraha. Hoje, na Folha, “reportagem” de Alan Gripp diz que em depoimento à corregedoria da PF, na última segunda, o ex-diretor-geral da Abin, Paulo Lacerda, entrou em contradição. Ele afirmara antes que a participação da Abin foi eventual. Agora, diz que não sabia da atuação de espiões de SP e RJ na operação. E mais é dito sobre a tentativa de “descolar” sua imagem da de Protógenes.

Quer dizer, tratam um dos mais conceituados policiais brasileiros como um bandido. Jogam com palavras. Fazem suposições. Ele que mudou métodos e deu eficiência a PF no período de sua gestão, de 2003 a 2007. Que foi nomeado para a Abin devido aos seus resultados. Vejam o que dizem sobre ele dois conceituados jornalistas, no vídeo censurado por Gilmar Mendes. Vendo, entenderão que a reportagem da Folha quer dar voz ao “probo” Marcelo Itagiba:


"Mais do que nunca, ele deve ser indiciado", disse o presidente da CPI dos Grampos, Marcelo Itagiba (PMDB-RJ), que defende que a comissão sugira indiciamento do delegado e do ex-número dois da Abin José Milton Campana, sob a acusação de falso testemunho.


É o golpe em curso. Querem colocar a faixa presidencial no crime organizado.

terça-feira, 17 de março de 2009

O mentiroso FH

Fernando Henrique Cardoso deu entrevista na Rede TV ao repórter Kennedy Alencar. Quase ao final, perguntado sobre sua visão de três personagens no cenário brasileiro, deu as seguintes declarações:


Gilmar Mendes: corajoso.

Protógenes: amalucado.

Daniel Dantas: “não conheço bem, mas dizem que é brilhante.




FH não conhece Daniel Dantas??? Não é o que diz gravação da Operação Satiagraha, interceptada legalmente e publicada em 15 de junho de 2008 por Bob Fernandes no Terra Magazine. Nela, Daniel Dantas relata uma reunião com Fernando Henrique e dirigentes do Citibank, que resultou na montagem do fundo CVC, sociedade entre Dantas e o Citi. Nas palavras de Dantas, FH achou muito interessante a proposta e o encaminhou ao BNDES.

FH é um velho e notório mentiroso.

Leia o comentário do Nassif. Obrigado ao nosso leitor Dener.

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Quem vai ouvir o grande Evanildo Bechara?

Ontem estava me preparando para escrever sobre a decisão do TJ do Rio de Janeiro que condenou Daniel Dantas a pagar R$ 100 mil à juíza Márcia Cunha por danos morais. Mas, o tempo curto me fez adiar o post. Escreveria sobre o grande júbilo que sinto pela justiça feita. Márcia Cunha foi barbaramente perseguida. Lembraria do que esse blog falou a respeito, publicando a vergonhosa entrevista feita pela jornalista Janaína Leite, onde a juíza foi acuada por perguntas do interesse de Dantas. A justiça foi feita e as palavras do juiz foram severas:

"salta aos olhos (...) a forma vil, ardilosa e perseguitiva" usada para atacar a juíza e atingir sua "honra, reputação e conceito profissional".

Hoje, li algo no blog do Nassif que me deixou curiosíssimo. Evanildo Bechara, famoso lingüista, autor de inúmeras obras de gramática que freqüentaram nossos estudos, foi consultado para receber R$ 30 mil por um parecer favorável a Dantas, apenas dizendo que a sentença da juíza não era dela, o que recusou. Tal surrealismo já era conhecido, e coube ao “imortal” Antonio Olintho aceitar tal encomenda, aparentemente com um desconto no valor do agrado. O que fica é a minha enorme curiosidade para ouvir as precisas palavras do nosso grande gramático sobre o episódio. Que mídia temos para ouvi-lo?

quinta-feira, 10 de julho de 2008

A Canalhada, e a profecia que se auto cumpre

Estamos bem, e após um longo e tenebroso inverno, o amado Abunda Canalha irá voltar à programação normal. Peço desculpas pela falta de notícias, mas tivemos nossas razões.

E a nossa fina flor da canalhada passando uma noite na PF, hein? Só uma noite, claro. Como Daniel Dantas previu, "quando a coisa chega lá em cima fica mais fácil de resolver", ora, como não?

Ainda estou processando as informações todas, mas só queria, por hoje, saber se o Gilmar Mendes também vai livrar a cara do vigia da casa do Naji Nahas, que foi preso e levou um tapão na orelha em cadeia nacional do PF por não ter aberto o portão da casa do turco.