
Mahmoud Ahmadinejad está certíssimo quando, em discurso na ONU, colocou em dúvida a autoria dos atentados às Torres Gêmeas. O Brasil não inventou a velha e velhaca mídia golpista. No 11/9 a imprensa americana olhou para outro lado, esquecendo de apurar fatos claríssimos. Há muitos, vamos só a um:
Uma semana antes dos atentados aconteceu um forte e estranho movimento nas bolsas americanas em ações de empresas que se envolveriam com o 11/9, como American Ailines, entre outras.
Eram operações futuras, nas chamadas "put options", onde ganha-se com a queda das ações. Coisa deste grande cassino.
Quem percebeu e alertou poucos dias após a tragédia foi a grande mídia, avisada por vários operadores. Vejam aqui o que disse a CBS. Eles sabiam e já adiantavam, sem provas, que Osama Bin Ladem estava ganhando um dinheirinho.
Não mais tocaram no assunto. Perderam o interesse. Esqueceram um princípio básico do jornalismo investigativo: "siga o dinheiro".
Quem seguiu, fora da grande mídia é claro, descobriu uma estranha relação entre o movimento e escritórios de operação no mercado de capitais que estavam ligados a grandes nomes da CIA, como o de A.B. Krongard, o diretor da agência.
A reportagem, que poderia ser a mais premiada da história do jornalismo americano, nunca aconteceu. Mas apareceram vários colunistas da grande imprensa para jogar a apuração na vala comum destinada às teorias conspiratórias. A internet ficou como culpada por espalhar boatos, apesar do pesado volume de informação que confirmava o fato.
Tente uma pesquisa no Google com "insider trading 9/11", sem as aspas, e faça você o julgamento sobre o que disse Ahmadinejad.
O PIG é internacional.
sexta-feira, 24 de setembro de 2010
Ahmadinejad está certo, o 11/9 foi uma fraude
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Jurandir Paulo
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segunda-feira, 26 de julho de 2010
EUA e Paquistão, quem fará a reportagem?
O inglês The Guardian está dando uma bela lição de jornalismo. Recebeu o arquivo com mais de 91 mil relatórios secretos vazados para o site WikiLeaks e preparou um enorme banco de dados, com ótimas ferramentas e infográficos para pesquisa. A coisa é tão vasta e complexa que David Leigh, seu editor de investigações (sim, eles ainda fazem isso) aparece em vídeo para explicar em tutorial como usar o material. Um lorde.
Mas, do que já surgiu de informação, uma me parece maior que todas, e é claro que boa parte da mídia internacional e a nossa não deve dar a devida importância: o apoio do governo paquistanês aos talibãs. Trairagem com os americanos, diriam alguns? Talvez o buraco seja mais em cima. Caberia uma belíssima reportagem se alguém juntasse informações que a própria mídia forneceu ao longo dos últimos nove anos sobre as relações entre EUA e Paquistão. Esta poderia ter feito seu trabalho, mas não o fez. Só agora aparecem fatos graças à internet e a um provável militar descontente.
Sugiro alguns pontos:
A CIA e a ISI, a central de inteligência paquistanesa, trabalham coladinhas há anos. A última é cria da primeira, usam o mesmo modelo, é permanente a colaboração entre as duas. Quem diz é o New York Times. E a CIA já repassou centenas de milhões de dólares para sua congênere no Paquistão, diz o Los Angeles Times.
A CIA e a ISI criaram o talibã, disse Asif Ali Zardari, o próprio presidente do Paquistão, registrado no The Times of India. Interessante, não? Será que isso não dá uma bela reportagem em edição dominical? E não foi o único a dizer. Selig Harrison, um especialista em Ásia do the Woodrow Wilson International Centre for Scholars, confirmou o mesmo, com dados abundantes, no Emperor's Clothes.
E a denúncia de que a ISI estava por trás dos ataques em Mumbai em 2008? Teoria da conspiração? Há nomes envolvidos, diz o News Daily, cadê a reportagem?
E a história, de variadas fontes, que relataram que pouco antes do 11 de setembro o chefe do serviço secreto paquistanês, General Mahmood Ahmed, esteve em Washington. Lá, manteve conversas no Pentágono com o conselho de Segurança Nacional, depois com o diretor da CIA, Tenet, com pessoas da Casa Branca e com Marc Grossman, subsecretário dos EUA para assuntos externos. As mesmas fontes dizem que Mohamed Atta, um dos alegados terroristas do 11/9, recebeu pagamento no valor de 100 mil dólares de Amed Omar Saeed Sheikh, da ISI, que deposita o dinheiro em nome do general Mahmood Ahmed, diz o Asia Times.
Quem vai fazer a reportagem?
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Jurandir Paulo
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segunda-feira, 10 de agosto de 2009
Os muitos dólares de uma pandemia

De 19 a 21 de agosto acontecerá em Washington a “Conferência Internacional sobre a gripe suína”. Não é iniciativa de algum governo, mas de uma empresa, a New-Fields. E parece que será um bom negócio. A programação é vasta e custará “apenas” 2.785 dólares para um único indivíduo que desejar somar a conferência com mais dois workshops. É o que diz o material de divulgação do evento em PDF, que explica que seu propósito é ensinar como fazer a economia funcionar em uma grande pandemia, treinando funcionários e fornecedores a trabalhar na ajuda ao estado e às agências federais. Na lista de discussões não falta alarmismo: como proteger e distribuir vacinas e produtos essenciais; como administrar a rotina de trabalho com uma onda de crimes; como controlar e abrandar a agitação social e os distúrbios públicos; como se proteger das interrupções de fornecimento de comida, combustível e de produtos essenciais, fazendo estoque. São alguns dos vários assuntos que serão discutidos.
Para o Prison Planet é demonstração de interesse em preparar a lei marcial nos EUA e em outros cantos do mundo, baseado em um alarme falso de ataque pelo H1N1. Segundo o site de Alex Jones, a mídia vem preparando a população para o medo da pandemia e tudo se encaixa nas diretivas de Bush, divulgadas em 2004, que listava iniciativas a serem tomadas em caso de ataques biológicos dos agentes do terror.
Não vou entrar na discussão, já grande, das origens desta gripe, do papel da mídia etc. Quem desejar, há muito material na internet, mas infelizmente em sua maioria apenas em inglês. Sugiro começar pela listagem dos artigos do Global Research, organizada via o bravo portuga Resistir. Desejo levantar apenas algumas poucas informações, que por enquanto o Google nos ajuda:
No site da organizadora da conferência, ela se define como uma empresa de marketing que faz mais de 120 eventos de negócios ao ano, tendo como alvo as indústrias de energia, defesa, educação e saúde;
Embora aparentemente no site seja uma empresa americana, com sede em Washington DC, ela apenas ali tem um escritório. A empresa é dos Emirados Árabes, seu presidente é Samir Farajallah, de Dubai, segundo o New York Times;
A empresa fez outros eventos, um sobre gripe aviária e outro sobre a reconstrução do Iraque, onde caminhou ao lado da Halliburton de Dick Cheney e da Blackwater, dos mercenários do governo dos EUA.
O que quer dizer isso? Talvez pouco. Mas acho o suficiente para muitas perguntas. O governo Bush e seus agregados usaram o argumento do 11 de setembro para uma guerra e grandes negócios em defesa, energia e reconstrução. Esta empresa parece estar bem enquadrada no time. Saúde parece que é o negócio do momento.
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Jurandir Paulo
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segunda-feira, 15 de setembro de 2008
E lá vai o Lehman Brothers...
No momento em que quarto maior banco de investimento do mundo abre falência, fico imaginando se já não estaria na hora de abrirem a cortina para que a sociedade pudesse enxergar o tamanho da sanha especulativa que fazem com o nosso dinheiro. Operações futuras sempre me pareceram brincadeira de monopólio. E só agora elas estão sendo apontadas como parte do problema e da falta de regulação.
Nunca entendi como a sociedade pode achar normal a existência de uma operação em que se ganha com o desastre dos outros. Menos ainda entendo como até hoje a grande mídia conseguiu ficar impune ao fato de ter "esquecido" de apurar o enorme movimento nas bolsas, neste tipo de operação, em ações da United Airlines, dias antes do 11 de setembro de 2001. Apenas um repórter independente, Tom Flocco, seguiu a pista, chegando ao banco de investimentos AB Brown, de NY. Curiosamente, propriedade de A.B. Krongard, diretor executivo da CIA à época. Os jornalões trataram o fato apenas com a irrelevância da primeira versão, que creditava a Al-Quaeda o investimento. E o repórter foi esquecido, ou tratado como um Protógenes do momento.
Quem sabe quando ruir este cassino, junto toda uma civilização, algum sinal de fumaça resultante possa contar a verdade sobre os fatos?
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sexta-feira, 14 de março de 2008
E também não era por causa da Al Qaeda...
Estudo do Pentágono admite que não existiam laços entre Saddam Hussein e a Al Qaeda, motivo que o governo americano justificou para a invasão do Iraque. Disse a AFP ontem, mas nossos jornalões não se interessaram ou estavam distraídos. O estudo foi distribuído com discrição pelos militares, sem referências em seu site na Internet.
Só uma pergunta: se mataram aquela gente toda, não por existência de armas químicas, não pela ligação do governo com a Al Qaeda, foi por qual motivo? Mas acho que essa pergunta a nossa mídia não vai fazer.
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Jurandir Paulo
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Diálogo da América louca

− Estou bolado com a quebra do Carlyle Capital. Tem a maior cara de escândalo da Enron, alguns personagens são os mesmos...
− Quem?
− Pô, a família Bush. Ken Lay, fundador da Enron, foi o principal financiador das campanhas políticas de Bush. Amigão do peito. Os negócios eram estreitos com a Casa Branca. O congresso americano tentou cobrar, falaram grosso, a mídia saiu de fininho. Eles tinham foco nos investimentos em energia, expertise dos Bush e bando, ficavam no Texas, as ligações são grandes...
− Ah...tá, e o Carlyle Capital?
− Faz parte do Carlyle Group, empresa com negócios diversificados. Até há pouco, Bush pai era um de seus diretores. Você viu o Fahrenheit do Michael Moore? Ele mostra isso...
− Ah, mas o Michael Moore...
− Nem vem, é notório. Uma das empresas do grupo é a United Defence, uma das maiores empresas mundiais da indústria armamentista, donos dos tanques Bradley, canhão Crusader entre outras traquitanas mortíferas que fizeram a festa em Bagdá.
− Não vejo nada de errado...
− Cacete! Sabe quem eram diretores, sócios? A família Bin Laden. Pensa só: um membro da família, dizem, faz um atentado. Em reação, uma guerra. Os negócios da família prosperam intensamente. E não fica só. Qual o grande negócio original dos Bin Laden, que fez a fortuna de seu falecido pai?
− Sei lá.
− Indústria de construção. Na reconstrução do Iraque quem estava junto com a Halliburton do vice-presidente Dick Cheney? Os Bin Laden. Quer dizer, os caras, todos eles, estão envolvidos com destruição e reconstrução, apropriação de recursos de outros, petróleo, quebra de empresas, mamatas. A lista é grande.
− Você é um exagerado e crédulo em teorias conspiratórias. Eles são homens de negócios que sabem enxergar oportunidades.
− Pomba, eles ferraram com um montão de pessoas, tem armação em tudo, picaretagem braba, e o Bush vai terminar seu segundo mandato, talvez reelegendo o candidato do seu partido. Enquanto isso, o governador de NY perde o cargo, talvez a licença de advogado por uma ferradinha em garota de programa...
− Ah, mas aí já é diferente... Por falar nisso, você viu a moça? Hummm...
− ...
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Jurandir Paulo
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quarta-feira, 12 de setembro de 2007
Osamagate 2

Há motivos para alguém sugerir que o governo americano tinha interesses no resultado dos atentados de 11 de setembro? Sugiro a leitura de THE GRAND CHESSBOARD - American Primacy And It's Geostrategic Imperatives," de Zbigniew Brzezinski. Seu autor, o mais velho na foto acima, é professor de política externa americana na Universidade Johns Hopkins, foi secretário de defesa no governo Jimmy Carter, teve participação no governo Ronald Reagan e no de Bush pai, é conselheiro do Centro Internacional de estudos estratégicos e mais uma extensa lista de atividades que o credencia como um guru das empreitadas americanas pelo planeta. Não são precisos muitos neurônios para entender que tudo o que está sendo feito pelo governo Bush segue a cartilha do “professor”. O que nele está escrito, desnuda de forma clara a estratégia dos EUA de dominar o mundo, e é praticamente uma confissão de culpa.
Segundo ele, é necessário que os EUA exerçam seu papel de liderança em uma nova ordem mundial, sem competidores, controlada apenas pelos interesses de bancos, empresas e da elite dominante. Para tal, deve-se ter em conta uma estratégia de guerra que vise garantir o domínio deste grande tabuleiro. Do contrário, ameaça sobrevir um mundo em caos.
O centro da disputa, diz Brzezinski, é a Eurásia, o território que vai do leste da Alemanha até o Pacífico, abraçando Russia, China, o Oriente Médio e o subcontinente indiano. Diz:
“Desde que os continentes começaram a interagir politicamente, há cinco séculos atrás, a Eurásia passou a ser o centro do poder mundial”
“A chave para controlar a Eurásia é controlar as repúblicas da Ásia Central. E a chave para controlar a Ásia Central é o Uzbequistão”
Arrogante, né? Vale lembrar que neste país o movimento militar americano é intenso há muitos anos e foi citado por Bush, logo após os atentados, como o primeiro lugar para um grande desembarque de tropas.
Mas não fica nisso, suas idéias são mais radicais:
“A última década do século XX testemunhou uma mudança radical nas relações internacionais. Pela primeira vez, um poder de fora da Eurásia emergiu não apenas como árbitro das relações de poder entre as repúblicas deste território, mas como o supremo poder mundial. O colapso da União Soviética foi o último passo para a ascensão do poder ocidental, os EUA como o único e verdadeiro poder global”
“Neste contexto, a gerência da Eurásia é crítica para a América. A Eurásia, maior continente do mundo, é também o de maior importância geopolítica. Um poder que domine a Eurásia passa ter controle sobre duas das três mais produtivas regiões do planeta. Uma simples olhada no mapa sugere que o controle da Eurásia subordina a África, o Hemisférios Ocidental”
“...entretanto, é imperativo que nenhuma força eurasiana apareça, capaz de exercer alguma dominação na região e desta forma desafiar os EUA. A formulação de uma abrangente e completa geoestratégia para a Eurásia é a proposta deste livro”
“O recuo do poder americano no mundo, a emergência de outra nação rival, pode produzir uma imensa instabilidade internacional, logo estimulando uma anarquia global”
E aqui, o que me parece mais grave de tudo:
“A postura da opinião pública americana em relação ao poderio externo dos EUA tem sido muitas vezes ambivalente. A população só apoiou o engajamento da América na segunda Guerra Mundial em função do choque causado pelo ataque a Pearl Harbour”
“Além disso, como a América se torna a cada dia uma sociedade mais multi-cultural, fica mais difícil de se achar um consenso sobre assuntos de política externa, a menos na circunstância de uma massiva e percebida ameaça externa”
Qualquer semelhança com episódio acontecido há seis anos não será mera coincidência.
E a propósito: a foto acima foi publicada pelo The New York Village Voice, quando Brzezinski visitava seu bom garoto, Osama bin Laden, ao seu lado, em treinamento no exército do Paquistão, em 1981. Foto creditada a Agência Sygma/Corbis, Paris.
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Jurandir Paulo
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terça-feira, 11 de setembro de 2007
Osamagate 1
Esta alegre família de 22 irmãos, fotografados no verão da Suécia, em 1971, tem muitos significados na história mundial recente. Pertencem a mais abastada família da Arábia Saudita, riqueza só menor que a da real, com quem eles têm grandes afinidades. Foram todos educados no exterior, têm hábitos ocidentais e um enorme talento para negócios, herdados do pai, morto em 1968.
Desde 1979, quando o irmão mais velho, Salem bin Laden, investiu em uma certa Arbusto Energy, então propriedade do atual presidente americano, a família está presente em grandes negócios nos EUA. Por enorme coincidência, sempre com os mesmos Bush. Em 26 de outubro de 2001, os Bin Laden distribuíram uma lacônica nota a imprensa, para divulgar que retiravam US$ 2 milhões de dólares de seu investimento no Carlyle Group, um dos principais fornecedores de armas do Pentágono, onde Bush pai teve assento na direção, funcionando como um grande vendedor de seus produtos pelo mundo.
30 anos após, também, por enorme coincidência, o jovem assinalado na foto, Osama bin Laden, aqui aos 14 anos, viria a estar de novo fortemente envolvido com a família Bush. Mas, nem sempre esteve distante. Em 1985, por decisão do presidente Ronald Reagan, um forte amigo da família petroleira americana, foram feitos pesados investimentos na brigada muçulmana contra o Afeganistão soviético. O investimento foi feito via a ISI, a central de inteligência do Paquistão, que tinha ali Osama como dos principais organizadores do grupo. Mais adiante, em 1996, em Mogadíscio, na Somália, o mesmo Osama foi o anfitrião da reunião, com representantes da mesma ISI, que preparou nova brigada de muçulmanos para se incorporarem ao Kosovo Liberation Army,a KLA, que lutou na Chechênia pelos interesses estratégicos americanos, até 1998. Desta data, à frente, o departamento de estado americano e suas centrais de inteligência divulgaram a notícia de que o cara surtou, se transformando em um fundamentalista radical, inimigo dos interesses americanos. As razões, os fatos, desta virada tão radical, nunca foram provados, nem ao menos explicados, menos ainda apurados pela mídia internacional. Ao contrário das informações que aqui indico, que podem ser pesquisadas, ampliadas e comprovadas. Temos que conviver com um Osama bin Laden, alardeado como grande terrorista internacional, que ocasionalmente aparece em vídeos caseiros para impor seu medo em momentos chaves: antes, pouco antes da reeleição de Bush; na última semana, pouco antes da discussão no congresso americano da continuidade da guerra do Iraque. Parece que ele continua bastante fiel aos seus amigos do Texas.
No próximo post: o grande estrategista do Osamagate.
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Jurandir Paulo
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