não ser contrária ao estado de Israel.
Mas não tenho quase nada a dizer depois do que a PalestinaDoEspetaculo disse. Até tenho, mas estou sob o impacto ainda.
sábado, 1 de março de 2008
Fica cada dia mais difícil
Postado por
Kelly Christynna
às
23:35
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Marcadores: canalhas, desigualdade, filosofia
segunda-feira, 26 de novembro de 2007
Triste Brasil
Estive por mais de uma semana afastado de internet, jornais, notícias. Emendei dois feriados com mais alguns merecidos dias de férias para, em caravana carioca, estar com familiares no interior deste país.
Retomo a labuta cotidiana ainda com o gosto das costelas com canjiquinha e da boa prosa, sem atentar para o que nossa mídia está fabricando de novo. Nos dias passados em rincão distante, Brasil pobre, vi algo instigante: na estrada, em meio a vilarejo de casas de tijolo aparente, outras de pau-a-pique, um posto de gasolina de rede nacional, todo moderninho, com sua oferta de salgadinhos industrializados, bebidas de marcas internacionais. Bem à porta, uma placa anunciava ali haver uma rede wi-fi para o notebook dos viajantes.
Matutei um tempo sobre aquilo, tentando entender o que estava acontecendo com nosso Brasil, que futuro tal visão apontava. A ficha caiu quando vi o Jornal Nacional, no único dia que tomei conhecimento das notícias. Lá estava o PSDB reunido, discursando, a Globo afirmando que o partido negava a infâmia de ser um partido das elites. Pronto. Era isso. O Brasil deles, dos liberais, destes tão queridos da mídia, é o de um país onde há Fandangos em ambiente wi-fi. Basta isso. Uma economia de grandes monopólios. Donos de postos de gasolina são empregados. Onde tudo é padronizado, igualzinho, sem surpresas. Lá, de dentro do vidro forte, mal podemos ver as casas de pau-a-pique. Afinal, elas são de um Brasil velho, de gente mal-educada, sem cultura, tal como disse o FH em discurso naquele dia.
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Jurandir Paulo
às
13:48
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Marcadores: elites, filosofia, quem lê tanta notícia
sexta-feira, 21 de setembro de 2007
Mais sobre educação e elites
Essa eu li na diagonal. Pq, na boa, ler os jornais está ficando cada dia mais irritante. Mas um dos pontos da matéria sobre o projeto de educação de Chávez era a crítica da idéia da padronização do ensino.
Taí. GENIAL. Os alunos das escolas como a Parque, Santo Agostinho, Teresiano, ou qualquer outro que custe mais de R$2.500,00
(aliás, abro este parêntese necessário. Eles agora organizam passeatas com a PUC! Com carros batedores na frente, seguranças ao lado, câmeras High Definition filmando tudo para os documentários que eles irão produzir... já tão novos e tão cansados...)
realmente não podem aprender a mesma coisa que alunos das escolas públicas. Que isso! Absurdo! Já que tô pagando, meus meninos têm que saber mais. Imagina se algum deles luta pela universalização do ensino público, pela democratização da informação, claro que não. Quem quer manter as diferenças, jamais poderia concordar com a idéia de manter um padrão para o ensino.
Aliás, alguns teóricos das teoria das elites, como Michels ou Pareto explicam longamente como e porque quem está no andar de cima assim continua. E mantêm seus filhos lá também. A educação diferenciada está no cerne da questão.
Postado por
Kelly Christynna
às
17:05
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quarta-feira, 5 de setembro de 2007
Amor, Marx
Ando lendo Sobre o Amor, do Leandro Konder. Lendo e gostando, aliás. Podem pensar vocês, ô comunistinha essa aí, lendo Konder.
Taí, talvez seja mesmo muito demodé ler sobre amor, filosofia, história do pensamento e ora, bolas, Marx.
Já há uns anos fiquei sabendo que não existem mais marxistas (apesar de achar que eles fazem falta, muita falta. Aliás, acho que eles existem, mas estão escondidinhos ;).
Até na academia (não a dos aparelhos, ops, a que talvez pode ser de aparelhos, mas de outro tipo, bien sur), os estudiosos do velho Karl não são mais chamados de marxistas, para não se misturar com essa coisa antiga, entende?
Pois bem, lendo o velho Konder, me deparo com interessantíssimas concepções do amor marxista que ultrapassam e muito aquela noção do senso comum - a qual me filiava, inclusive - que, sobre desse tema, o alemão se limitava saber maltratar a esposa.
Ora, que tola fui.
Marx defendia o amor no plano teórico e também o viveu de forma intensa com Jenny.
Mas sua discussão em torno do conceito de amor não se limitava de forma alguma ao amor marital ou sexual.
Continua...
Postado por
Kelly Christynna
às
19:06
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Marcadores: filosofia