terça-feira, 6 de julho de 2010
E no encontro de amigos do Ricardo Teixeira...
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Jurandir Paulo
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Marcadores: capitalismo, futebol
segunda-feira, 5 de julho de 2010
E no Ricardo Teixeira não vai nada?

Dunga foi demitido hoje e a TV Globo comemorou. Faustão disse que era chutar cachorro morto, mas o técnico era arrogante e incompetente.
Quem o demitiu foi o mesmo que o contratou, que estava o tempo todo com a seleção, dando ordens: Ricardo Teixeira.
Ele é presidente da CBF desde 1989 e vai ficar no cargo até 2015, quando tenta a boca gorda da FIFA.
Entende desta bocada. Seu sogro, João Havelange, ficou lá na presidência por 24 anos, período em que juntos alimentaram um grande fluxo de dinheiro em paraísos fiscais, fruto de comissões ilícitas, apostas, propinas variadas.
Quem diz é, entre outros, o jornalista inglês Andrew Jennings, um especialista na máfia do futebol.
E as organizações Globo apoiam a candidatura de Teixeira. Ele é amigo, parceiro, só traz alegrias. Não tem responsabilidades com o resultado do futebol.
Teixeira vai continuar escolhendo novos técnicos, dando palpites na convocação dos jogadores. E alimentando suas contas em paraísos fiscais.
A mídia sabe como a coisa funciona, mas não conta. Está no jogo, ao lado da máfia.
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Jurandir Paulo
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Marcadores: capitalismo, futebol, mídia
sexta-feira, 4 de dezembro de 2009
Sobre monopólios
Há meio século, quando Marx escreveu O Capital, a livre concorrência era, para a maior parte dos economistas, uma «lei natural». A ciência oficial procurou aniquilar, por meio da conspiração do silêncio, a obra de Marx, que tinha demonstrado, com uma análise teórica e histórica do capitalismo, que a livre concorrência gera a concentração da produção, e que a referida concentração, num certo grau do seu desenvolvimento, conduz ao monopólio. Agora o monopólio é um facto. Os economistas publicam montanhas de livros em que descrevem as diferentes manifestações do monopólio e continuam a declarar em coro que o marxismo foi refutado. Mas os factos são teimosos - como afirma o provérbio inglês - e de bom ou mau grado há que tê-los em conta. Os factos demonstram que as diferenças entre os diversos países capitalistas, por exemplo no que se refere ao proteccionismo ou ao livre câmbio, trazem consigo apenas diferenças não essenciais quanto à forma dos monopólios ou ao momento do seu aparecimento, mas que o aparecimento do monopólio devido à concentração da produção é uma lei geral e fundamental da presente fase de desenvolvimento do capitalismo.
(...)
Traduzido em linguagem comum, isto significa: o desenvolvimento do capitalismo chegou a um ponto tal que, ainda que a produção mercantil continue «reinando» como antes, e seja considerada a base de toda a economia, na realidade encontra-se já minada e os lucros principais vão parar aos «génios» das maquinações financeiras. Estas maquinações e estas trapaças têm a sua base na socialização da produção, mas o imenso progresso da humanidade, que chegou a essa socialização, beneficia ... os especuladores.
(Vladimir Ilitch Lenine, Trechos do capítulo I de “O imperialismo, fase superior do capitalismo”, junho 1916. Tradução de Tiago Sabóia para o Arquivo Marxista na Internet)
Imagem do Tijolaço de Brizola Neto
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Jurandir Paulo
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Marcadores: capitalismo
segunda-feira, 9 de novembro de 2009
Sobre muros
A guerra fria acabou? Contraditoriamente, talvez a festa que a grande mídia internacional fará hoje para comemorar seu fim, com a queda do Muro de Berlim, em 9 de novembro de 1983, prove exatamente o contrário. Velhos clichês estarão de volta, embalados em belas imagens. Lembrarão que os maus comunas do lado de lá impediam seu povo de usufruir as maravilhas do mundo capitalista. Mas há vozes dissonantes, que não serão convidadas para os canapés, provando que o Fla x Flu resiste ao tempo. O historiador americano William Blum é uma delas, em artigo traduzido recentemente no Resistir cita um jornal vermelhíssimo de 1963 que aponta uma justa motivação:
"Berlim Oeste ressentiu-se economicamente do muro com a perda de cerca de 60 mil trabalhadores especializados que saíam diariamente das suas casas em Berlim Leste para os seus locais de trabalho em Berlim Oeste"
O jornal é um tal de New York Times, que assim relatou o incômodo de um estado que investia pesadamente em educação e via surgir uma crise com a perda de seu investimento.
Mas claro, há sempre o “mas”. O muro também servia para impedir que os comunistas fossem ao outro lado comer criancinhas. Temos que lembrar.
Particularmente, continuo achando muita hipocrisia comemorar a queda de um muro quando o mundo, dito “livre”, construiu tantas muralhas nesses últimos anos:

Muro construído pelo Egito na fronteira com Gaza.

Muro construído pelos EUA na fronteira com o México. Mais ótimas fotos aqui.

Muro construído pela prefeitura do Rio de Janeiro na favela Dona Marta.
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Jurandir Paulo
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Marcadores: capitalismo, comunismo
terça-feira, 26 de maio de 2009
plus c'est la même...
Primeiro, notícias do nosso companheiro Jurandir. Ele está vivo e bem, colecionando posts que irá publicar quando chegar de sua viagem ao interior. Posso adiantar, como correspondente privilegiada que sou, que não perdemos por esperar a CPI imaginária da Petrobrax, opa, Petrobras, o caminho ladeira abaixo que o jornalismo brasileiro está tomando, a liberdade de Álvaro Lins, e outras pérolas do nosso cancioneiro popular, comentadas pelo nosso querido Jura.
Então assumo o papel de coadjuvante feliz e chamo atenção para um livro sobre o qual recebi a capa e um pequeno resumo:
O dito veio em um email cujo título chamava:
Uma nova oportunidade para a sua empresa.
Ao abrir o email, leio o título do livro: Um mergulho na base da pirâmide.
E segue o resuminho: Uma obra prática e repleta de imagens que traça o panorama de uma população que já passou de esquecida a valorizada e que hoje está nos planos das grandes empresas.
Ah, a base da pirâmide, ou exércitos de reserva, ou os miseráveis, ou os que aceitam trabalhar em qualquer condição, recebendo qualquer coisa, só agora estão nos planos das grandes empresas? Hm. Como consumidores também, certo? E eles terão que trabalhar para consumir aquilo que as tais grandes empresas querem colocar como necessidades reais ou imaginárias, certo? Então eu encerro meu expediente aqui, com mais uma da canalhada.
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Kelly Christynna
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Marcadores: canalhas, capitalismo, livro, viagem
sábado, 28 de março de 2009
A hora do planeta ainda vai chegar
Nosso blog não confia um dedo no World Wide Fund for Nature, entidade que organiza o movimento “A hora do planeta”, que apagou as luzes do nosso Cristo Redentor e de monumentos por várias cidades pelo mundo. A entidade é criticada por ambientalistas e organizações efetivamente envolvidas com ações pelo meio ambiente de ser uma grife, que deseja vender uma marca junto a grandes empresas para que possam passar uma boa imagem de estarem preocupados com o meio-ambiente.
Somos preocupados com soluções imediatas para o nosso planeta, a emissão de gás carbônico, a devastação de nossos recursos. Mas, estas questões não podem ser resolvidas sem a ação política. Os principais países responsáveis pelo atentado ao nosso meio ambiente são os que mais resistem a qualquer passo por uma solução. São os mesmos que patrocinam guerras e genocídios. Que desejam manter uma ordem econômica que destrói a humanidade e seu planeta.
Vejam a imagem abaixo:
As luzes representam exatamente onde está o maior consumo, não só de eletricidade, mas de todos os recursos disponíveis: metais, petróleo, gás, alimentos etc. E não são eles que o produzem.
Não entramos nessa marolinha, e também não confiamos nessa boa vontade de homens brancos com olhos azuis.
Imagens: www.ak3d.de e Nasa
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Jurandir Paulo
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21:41
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Marcadores: capitalismo

