As organizações não governamentais estão fazendo seu trabalhinho de todo dia direitinho para manter a sociedade exatamente como ela está.
Quando não são meras repassadoras de esmola no melhor estilo igreja católica eximindo culpa, seguem um modelinho "aprendam um ofício subalterno e mantenha-se subalterno, que este é o seu lugar, ô menino do criança esperança".
A prática política é desestimulada. A política, afinal, é uma coisa suja, de gente que rouba, feita por pessoas que conhecem esquemas que os demais nunquinha terão acesso.
Então, a via política que é sempre excluída.
Mas ora, bolas, um teatrinho na comunidade resolve todos os problemas, não é mesmo? Um computador com acesso ao yakult é inclusão digital. Uma oficina de marcenaria abre portas da esperança do mercado de trabalho para os meninos que, poxa vida, só conheceriam o tráfico como opção.
Será mesmo?
quinta-feira, 30 de agosto de 2007
NGO´s
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Kelly Christynna
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quarta-feira, 29 de agosto de 2007
Quanto riso, quanta alegria...
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Jurandir Paulo
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Colunas e Ruínas

Este título, que pego emprestado de alguém que já definiu nossos jornalões desta forma, hoje me veio a cabeça quando li embasbacada sobre a festinha promovida na Oscar Freire - q foi fechada - em São Paulo estes dias a propósito de não sei muito bem o quê.
O motivo destes brasileiríssimos eventos pouco importam. Bacana mesmo é ver mais uma vez as elites beberem 4 mil litros de champagne em um esquema no qual "estivessem protegidos dentro de uma bolha". Percebam, isso não foi dito eh tom crítico. Devia estar no release do evento.
Mais: "se abrir pra todo mundo, vira carnaval da B.". Eu, a pobre, achava q os colunáveis adoravam ir para o carnaval da B. Então, lendo as notinhas todas, percebo pelo menos duas frases memoráveis q mostram uma nova tendência: elites divididas.
Uma moradora "excluída" dos Jardins reclamou q sem a tal pulserinha não podia nem entrar nas lojas. E ela nem queria beber champagne, mas se dizia humilhada.
A ex-mulher-de-30-a-menos de um deputado exibia uma camisa com o slogan estampado: chega de impunidade. Nas costas: Cansei de corrupção, impunidade, violência. Mas a pantera marcava posição, não é mais uma das cansadas, ela é a fundadora do movimento Chega Brasil.
E eu pensava que os maleducados de esquerda que tinham esta mania de se dividir em partidinhos.
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Kelly Christynna
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A inteligência de nossas elites

Vi a entrevista do sociólogo Alberto Carlos Almeida no Roda Viva, segunda última. É aquele que a Veja disse provar em pesquisa que nossa elite tem papel crucial na construção de um Brasil moderno, por ser menos preconceituosa, menos estatizante e com valores sociais mais sólidos. Pensar o contrário é “maniqueísmo tolo, típico da rasa cachola esquerdista brasileira”, diz o isento jornalismo da revista.
Não é bem assim. A pesquisa aponta que em valores sociais são as elites que gostam de um jeitinho para se dar bem, é o que o professor confirma. Mas, o tempo todo, o acadêmico tenta a conclusão de que os pobres assim o são por falta de estudos. Ao contrário, nossas elites estão bem preparadas e não merecem carregar o peso do estado que sustenta este parvo povo.
Ainda não tenho doutorado, como o professor e seu amigo Roberto da Matta, tolamente o defendendo, mas tenho minha análise: nossas elites são retrógradas, perversas e odeiam o andar de baixo, herança de nosso ainda recente passado colonial. Condenam o estado, mas o cobiçam permanentemente no restrito cumprimento de suas demandas. Odeiam os despossuídos, mas não têm a menor capacidade de atentar para sua responsabilidade na miséria que bate às suas portas, inclusive na forma da violência urbana. Nossas elites precisam voltar para a escola para tentar salvar o seu capitalismo que está fazendo água. Até agora, ainda não apareceu para salvá-los algum de seus “ professores” com uma tese de verdade, apenas profetas com bravatas para faturar um troco com ajuda da mídia.
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Jurandir Paulo
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segunda-feira, 27 de agosto de 2007
Cansados e com nojo


Se uma foto vale por mil palavras, três... A seqüência, momento em que a apresentadora Hebe Camargo fugia de uma fã, mostra sua tropa de elite barrando e limpando os resíduos de povo. Agora temos um flagrante para entender melhor do que eles estão cansados. Não, ainda não desejam uma limpeza étnica, imagino, a Hebe precisa de gente como esta senhora para seu Ibope. Outros, ainda necessitam do suado dinheirinho da população para comprar seus produtinhos. E querem mulheres fortes, dentes saudáveis, para limpar suas casas e alimentar seus filhos. Cansaram mesmo é do povo, seu jeito, sua cara. Não demora vão mandar todos para muito longe (o Piauí?) e irão construir um forte muro para impedir que sujem a paisagem. As fotos são de Jesus Carlos da agência Imagem Latina e foi publicado neste final de semana na Carta Capital.
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Jurandir Paulo
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boicotes, pq não?
Claro que aderi ao boicote à Philips, afinal, o Piauí é aqui.
Se o Piauí não é aqui?! Só se for na casa do babaca q publicou meia página no jornalão do balneário uma inaceitável (mas previsível) propaganda do tal movimento.
Falando em publicações que apóiam o dito, pessoas queridas vão boicotar a outrora alternativa editora das revistas Trip e TPM.
Afinal, o que dói neles não é o bolso? So...
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Kelly Christynna
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domingo, 26 de agosto de 2007
Crise das elites
uma das maniazinhas do jornal do balneário q mais me irrita são as constantes notinhas com o título "crise, que crise?" que as colunas insistem em dar para *noticiar* vendas de avião, vinhos de 6 digitos, relógios idem etc. Ora ora, será que é tão difícil entender que é exatamente aí que reside a gênese do conceito de *crise*, num país onde mais de 90% da população ganha menos de 800 pilas?
Ah, lembra nosso sábio professor, o Brasil nao é um país pobre, mas injusto, né? E afirmam as elites: "enquanto eu estiver do lado de cá da injustiça e longe dos pobres, tá beleeeeeeza. Pra mim, tem crise não, continuo na fila do jogo de gamão de 25.000,oo".
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Kelly Christynna
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sexta-feira, 24 de agosto de 2007
quinta-feira, 23 de agosto de 2007
A hora do espanto
Já estava claro que a mídia golpista tentaria de tudo para pressionar o STF, tentando requentar o clima de caça às bruxas, mas foi patético. De todos, o Globo merece troféu. Fez o maior estardalhaço por conseguir interceptar a correspondência de ministros. Publica hoje escandalosa manchete na espera de repercussão, e aí? Nada. Dona Míriam Leitão tenta ajudar a casa em comentário de seu blog. Segundo ela, ouvindo “fontes do Judiciário” (sim, a repercussão é tão grande que ninguém deseja ter seu nome no babado) não houve invasão da privacidade, já que a sessão era pública, e que não é normal que ministros conversem sobre seu voto.
Fica difícil assim, dona. Como não conversam? Fizeram isso ontem pela primeira vez? E não houve invasão? Tá. Vou fotografar, publicamente, a tela do notebook da senhora e publicar aqui suas conversas animadas com a tucanada golpista, seus acertos de negócios. Vou parar no porão do Bope no mesmo dia, com pau de arara e choques elétricos no cardápio. Justiça é mais embaixo, dona.
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Jurandir Paulo
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quarta-feira, 22 de agosto de 2007
Processo Penal For Dummies
Prova do que a mídia teme nos blogs. No Scarlet Letters, uma advogada, tremenda profissa, passa um pito pela baboseira publicada em nossos jornalões sobre o processo do mensalão. Incluindo as costumeiras platitudes de Dona Lúcia Hipólito, esta que nossos barões acreditam ter o que dizer.
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Jurandir Paulo
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E só o cafetão foi pra prisão
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Jurandir Paulo
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A mídia vexada ataca
A grande mídia monopolista e golpista acaba de escolher um novo inimigo: a internet. Mais especificamente, os blogs e sites de política. Não é só o Estadão que cutuca ao divulgar campanha ridicularizando os blogueiros. Na edição do último domingo, dia 19, o Globo dedica duas páginas para tentar desmoralizar a informação que não esteja carimbada com seu aval. Com o título “Mundo virtual se torna ‘editora’ de falsos textos”, o jornal destila obviedades sobre notórios textos apócrifos divulgados pela internet para só no final mostrar qual seu verdadeiro objetivo, e com quem efetivamente estão preocupados.
O jornal foi buscar o “confiável” cientista social Bernardo Sorj, da UFRJ, com a tarefa de dizer exatamente aquilo que os barões desejavam. Para o acadêmico, a internet tem tido um efeito quase nulo como ferramenta de transformação social, apenas se limitando a reproduzir a rotina da vida política brasileira, que se caracteriza “pela procura da desmoralização do inimigo, pelo escândalo constante e pela falta de visão político-programática mais séria”. Será mesmo que ele fala da internet? E vai mais além, abrindo o jogo, ao afirmar que ao dar a chance do usuário escolher o conteúdo, as informações políticas ficariam restritas a grupos auto-referidos. “Os sites e blogs reforçam as crenças em que as pessoas já acreditam”, diz.
Pois, então, o recado é esse: fiquem com o monopólio da mídia e não tentem se engraçar na busca de informação, menos ainda em produzi-la ou divulgá-la. A verdade pertence apenas aos escolhidos senhores donos de jornais e concessões de TV ganhas em favores escusos. Somente eles têm o privilégio de reforçar as mesmas crenças, de desmoralizar impiedosamente seus inimigos e de fabricar escândalos constantes para impedir que a sociedade tenha uma correta visão política.
Algo me diz que há muita preocupação no reino da desinformação.
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Jurandir Paulo
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segunda-feira, 20 de agosto de 2007
Onanismo de resultados
"A masturbação, além de expulsar espermatozóides inférteis, é o mais digno pilar da monogamia"
Francisco Daudt, o psicanalhista que escreve na Folha, em pérola de domingo, dia 19. Ele foi o cara que disse na primeira página, dia seguinte ao acidente da TAM, que Lula matou 200 pessoas. Que hipocrisia confessar agora que gosta de matar um monte de pessoinhas diariamente com o seu (ou dos outros) digno pilar em riste.
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Jurandir Paulo
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sábado, 18 de agosto de 2007
Casa de Cultura Efiagá
Leio a notícia que a casa carioca do nosso príncipe da Sorbonne, ele, o nosso Professor, que ministrava palestras nas linguas pátrias onde quer que estivesse, na condição de soberano da Botocúndia, tá pra desabar.
O prefeito da cidade, o pai do almofadinha bochechudo, rapidamente anunciou que iria fazer algo pela dita. Eu, na minha modesta posição, tenho uma sugestão:
Casa de Cultura Efiagá. A tal casa teria como objetivo registrar para a posteridade o que seu governo nos deixou de legado. (Ih,talvez fosse mais adequado abrir um banco no local, ou um presídio, ou uma nova febem)
Uma seção denominada primeiro ato: A Era Vargas Acabou. Com uma carteira de trabalho pegando fogo. Esqueçam o que escrevi. Nosso príncipe assinando o acordo com o atual DEMônios.
Um corredor com As Privatizações das Teles, seguida dos Leilões e os Precatórios.
Ah, sim. Um salão multimídia com a Gestão do Apagão. Os ministros comendo moscas, a imprensa colocando culpa nas secas, o apelo pela redução do consumo de energia, as empresas chiando e as concessionárias que não podem ter prejuízo nunca (aliás, outra seção: O Capitalismo sem Prejuízo - não vai faltar exemplo) chateadinhas pq os consumidorezinhos gastaram menos energia e por isso terão que compensá-las com seus ricos centavinhos. Essa sala vai boooombar.
Aceito sugestões. A curadoria, hm. Vou pensar num nome adequado.
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Kelly Christynna
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sexta-feira, 17 de agosto de 2007
Porcão e o lobo mau
Então pode ser colunista de economia do jornal, da rádio, da tv, da tv por assinatura manipulando informações, torcendo pela ave nariguda descaradamente e ser amancebada com o senhor que vende palpites políticos para bancos. E que é do instituto do partido da ave nariguda? Ah, mas q beleza que é a informação privilegiada pintada de jornalismo *sério*.
Achar uma carteirinha do partido de estrelinha véia na carteira do moço q tem casa de conveniência (sic) vira nota no mesmo jornal do Porcão. Mas se buscassem bem em algumas carteiras, aaah, ia ser uma beleza. mas... a pergunta que não cala:
quem iria publicar, ora bolas?
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Kelly Christynna
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